Eu já escrevi sobre isso no Instagram por causa da trend do momento que, basicamente, é partilhar momentos e memórias de 2016 e, de repente, toda a gente partilha momentos espetaculares e vidas maravilhosas. 2016 foi um ano icónico, incrível. As pessoas não sofrem? Não há um momento na vida delas, um ano, um mês, um dia que sejaque não sintam miseráveis, feias, tristes, deprimidas? Eu sim. E u não tenho quase fotografias nenhumas de 2016 nem dos quatro anos anteriores. A única recordação, a mais presente, que tenho de 2016 é que foi o ano em que um dos piores ciclos da minha vida terminou. Senão, o pior. E que alívio senti. Tristeza também senti porque havia colocado todas as minhas fichas em quatro anos que foram os mais miseráveis que já vivi. Eu imergi nas profundezas mais sombrias do meu ser e, num àpice, a minha vida resumia-se a um teto de um quarto, a um ecrã de computador e a prazeres de natureza fugaz em busca de algo maior que nem eu sabia o que procura...