Quando eu estive na Maternidade, do outro lado do corredor, havia uma mãe que julgo eu ser mais nova do que eu. Pelo menos, assim me pareceu. Para além de se dirigir para os serviços de urgência só 38 horas depois da rutura da bolsa das águas, alegando que não sabia se estava ou não em trabalho de parto porque não saiu qualquer liquido pela vagina. Só teve um corrimento vaginal muito forte, segundo ela, na Maternidade a rapariga após ser mãe continuou a demonstrar um desinteresse gigantesco pelo ser vivo que tinha acabado de dar à luz. Respondia abruptamente às médicas que nos acompanhavam, era mal-educada com as enfermeiras e achava que estava num hotel, uma vez que, chamava as auxiliares para que lhes tratassem da filha. Já eu, toda ligada pelo braço esquerdo e paralisada do direito, não podia fazer grande coisa, acho que constava no meu processo que ia precisar de ajuda das auxiliares devido à minha condição. E assim foi. Mesmo que eu conseguisse ...